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Due diligence e verificação de antecedentes

Quando pedem que você "encontre o culpado" - mas sua capacidade não foi feita para isso

Quando pedem que você "encontre o culpado" - mas sua capacidade não foi feita para isso

Recentemente fui procurado por um caso muito delicado relacionado à disseminação de conteúdo falso na internet.

O pedido era claro: localizar a fonte da disseminação, interrompê-la rapidamente e remover o conteúdo.

À primeira vista, isso parece uma tarefa clássica de inteligência de fontes abertas. Mas é exatamente aí que começa o problema.

Quero compartilhar com vocês, com honestidade profissional, onde o OSINT é forte e onde ele simplesmente não é suficiente.

Onde o OSINT entrega valor real: é possível mapear como o conteúdo se espalha, identificar grupos, canais e focos de disseminação, rastrear usuários recorrentes em diferentes plataformas e entender quem "empurra" a história adiante. Isso oferece um panorama de inteligência muito importante.

Mas aqui vem a limitação crítica: não é possível identificar com certeza quem é a pessoa por trás da conta, provar quem criou o conteúdo, acessar informações fechadas (IP, dispositivos, logs) nem garantir a remoção completa da internet.

E quando se trata de incidentes delicados, especialmente envolvendo menores ou violações de privacidade, o menor erro na identificação pode se transformar em um grave problema jurídico.

O risco real: o problema não é apenas tecnológico, é de gestão. Quando se fazem promessas como "vamos achar quem fez isso" e "vamos tirar tudo da rede" sem compreender os limites, essa é uma receita para a decepção no melhor dos casos, e para o dano no pior.

Então, o que é certo fazer em casos assim? A abordagem correta é sempre multidisciplinar: o OSINT para mapear e compreender, o DFIR para coletar provas de dispositivos e sistemas, acompanhamento jurídico para abordar as plataformas, gestão de danos e prevenção de disseminação repetida, e monitoramento contínuo. Quem trata disso sozinho, apenas de um único ângulo, perde o quadro completo.

A conclusão: a inteligência de fontes abertas é uma ferramenta muito poderosa, mas não é mágica.

Saber o que pode ser feito é importante. Mas saber o que não pode ser feito é o que distingue o trabalho profissional do risco.

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